Saúde integral do homem e da mulher

Adenomiose: 7 sintomas que merecem atenção

Adenomiose pode causar cólicas, dor pélvica, sangramento intenso e dificuldade para engravidar. Conheça os sintomas, diagnóstico e tratamento.

Publicado em 28 de março de 2018Atualizado em 12 de outubro de 20264 min de leitura
Mulher com dor pélvica, um dos possíveis sintomas de adenomiose

A adenomiose acontece quando um tecido parecido com o que reveste a parte interna do útero cresce na musculatura do próprio útero. Essa condição pode causar cólicas fortes, aumento do fluxo menstrual, dor pélvica e, em alguns casos, dificuldade para engravidar. Algumas mulheres, porém, podem não apresentar sintomas.

Por ter manifestações semelhantes às de outras condições ginecológicas, a adenomiose nem sempre é identificada rapidamente. Miomas e endometriose, por exemplo, podem provocar sintomas parecidos e também coexistir com a doença.

Para mulheres que desejam engravidar, investigar os sintomas é ainda mais importante. A adenomiose pode estar associada à infertilidade e a alterações nos resultados reprodutivos, embora essa relação seja complexa e varie entre pacientes.

O que é adenomiose?

A parede do útero possui diferentes camadas. O endométrio é a camada interna, enquanto o miométrio corresponde à camada muscular.

Na adenomiose uterina, o tecido endometrial está presente no miométrio. Esse processo pode provocar alterações no útero, além de sintomas como dor e sangramento menstrual intenso.

A doença pode apresentar diferentes padrões. Entre eles estão formas focais e difusas.

Na adenomiose focal, as alterações ficam concentradas em determinadas regiões. Já na forma difusa, elas se distribuem de maneira mais ampla pelo miométrio.

Atualmente, os avanços nos exames de imagem também permitem identificar a condição em mulheres mais jovens. Isso é especialmente relevante durante a investigação da infertilidade.

Quais são os sintomas da adenomiose?

Os sintomas variam bastante. Algumas mulheres apresentam manifestações importantes, enquanto outras podem ter poucos sintomas ou permanecer assintomáticas.

Entre os sinais que podem aparecer estão:

  • fluxo menstrual intenso ou prolongado;
  • sangramento fora do período menstrual;
  • cólicas menstruais intensas;
  • dor pélvica persistente;
  • dor durante as relações sexuais;
  • aumento ou sensibilidade do útero;
  • dificuldade para engravidar.

Sangramentos intensos também podem contribuir para o desenvolvimento de anemia. Por isso, alterações importantes no padrão menstrual merecem avaliação médica.

Cólicas que interferem na rotina também não devem ser simplesmente normalizadas.

Adenomiose pode dificultar a gravidez?

Sim, a adenomiose pode estar associada à infertilidade, mas ter o diagnóstico não significa que a mulher não poderá engravidar.

Diretrizes clínicas consideram a infertilidade entre as possíveis manifestações da doença. Estudos também investigam sua associação com resultados reprodutivos e gestacionais.

Porém, fertilidade é um tema multifatorial. Idade, reserva ovariana, condições das tubas, fatores masculinos e outras doenças também podem influenciar as chances de gravidez.

Por isso, mulheres com adenomiose que desejam engravidar precisam de uma avaliação individualizada.

Na Feliccità Instituto de Fertilidade, em Curitiba (PR), a investigação considera a saúde reprodutiva de forma ampla.

Quando necessário, também podem ser discutidas possibilidades dentro da reprodução assistida e da Fertilização in Vitro (FIV).

Como é feito o diagnóstico da adenomiose?

A investigação começa pela conversa sobre sintomas, histórico menstrual, desejo de gravidez e antecedentes médicos.

Depois, exames de imagem podem ajudar no diagnóstico.

A ultrassonografia transvaginal é uma das principais ferramentas utilizadas. A ressonância magnética também pode ser empregada, especialmente em situações que exigem uma avaliação complementar.

Uma revisão sistemática comparando os dois métodos confirmou que ambos são utilizados no diagnóstico clínico da doença.

A análise histopatológica do útero após histerectomia permite a confirmação definitiva. Porém, isso não significa que seja necessário retirar o útero para investigar ou manejar a adenomiose.

Essa distinção é importante, principalmente para mulheres que desejam preservar a fertilidade.

Como funciona o tratamento da adenomiose?

O tratamento não é igual para todas as mulheres.

A escolha depende da intensidade dos sintomas, idade, extensão da doença e desejo de engravidar. A preservação da fertilidade também influencia diretamente a decisão terapêutica.

Entre as possibilidades descritas em diretrizes estão tratamentos medicamentosos, hormonais, intervencionistas e cirúrgicos.

A histerectomia, cirurgia para retirada do útero, é considerada uma opção definitiva. Entretanto, existem abordagens conservadoras para pacientes que desejam preservar o útero e a fertilidade.

Portanto, o tratamento precisa ser definido individualmente por um especialista.

Quando procurar um especialista em Curitiba?

Sangramento menstrual intenso, cólicas incapacitantes, dor pélvica recorrente ou dificuldade para engravidar são motivos para procurar avaliação ginecológica.

Para quem está tentando engravidar, investigar a adenomiose também pode fazer parte de uma avaliação mais ampla da fertilidade.

A Feliccità, clínica especializada em reprodução assistida em Curitiba, acompanha mulheres e famílias que desejam compreender melhor sua saúde reprodutiva e suas possibilidades de tratamento.

Se você recebeu o diagnóstico de adenomiose ou está enfrentando dificuldades para engravidar, converse com um especialista.

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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Não. São condições diferentes. Na adenomiose, o tecido endometrial está presente na musculatura uterina. Na endometriose, tecido semelhante ao endométrio aparece fora do útero. As duas condições podem coexistir.

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