Veja
aqui as dúvidas mais freqüentes:
1
– Qual é a idade máxima pra tentar engravidar?
É
sabido que a fertilidade feminina vai diminuindo com o passar da idade,
pois os óvulos vão perdendo sua capacidade de serem fecundados,
tanto por métodos naturais, quanto por técnicas de laboratório.
Acima dos 40 anos as porcentagens de sucesso com os tratamentos, usando
os próprios óvulos, podem diminuir. Entretanto, com o
uso de óvulos de doadora as taxas de sucesso aumentam.
2 – Mulheres que fizeram laqueadura ou que
têm as trompas obstruídas podem engravidar??
Nesses
casos a gravidez é obtida retirando os óvulos e fecundando-os
em laboratório, transferindo depois os embriões conseguidos
para dentro do útero.
3 – Homens que fizeram vasectomia podem
ser pais novamente??
Podem;
nesses casos, a técnica utilizada é o ICSI. Os espermatozóides
são obtidos em biópsias de testículo e injetados
nos óvulos da parceira no laboratório. Essa técnica
pode ser utilizada também para homens com azoospermia, uma alteração
onde não são encontrados espermatozóides no sêmen.
Nesses casos, o sucesso da técnica depende se foram encontrados
espermatozóides no tecido do testículo.
4 - Mulheres menopausadas podem ser mães??
Nessas
pacientes a produção de óvulos já cessou.
A gravidez ainda pode ser obtida com uso de óvulos de doadora.
5 – As técnicas de reprodução
aumentam as chances de uma gravidez fora do útero, nas trompas?
As
chances de ocorrer uma gravidez nas trompas são de cerca de 1%
nas gestações que ocorrem naturalmente. Nas mulheres que
passaram por processos de reprodução assistida, essa porcentagem
aumenta.
6 – Pode ser escolhido o sexo da criança?
O
sexo é determinado pelo espermatozóide. Os óvulos
apresentam sempre cromossomos X, e os espermatozóides são
em média 50% cromossomos X e 50% cromossomos Y. Se o espermatozóide
que fecundar o óvulo for X, o embrião formado será
uma menina; se for Y, o embrião dará origem a um menino.
A probabilidade de conseguir um menino ou menina pode aumentar em laboratório
entre 50 a 70% com o uso de técnicas para separar os espermatozóides.
Entretanto, a escolha do sexo da criança não é
feita apenas pela vontade dos pais. Esse tipo de técnica é
utilizado em alguns casos, para diminuir a probabilidade de transmitir
doenças genéticas ligadas aos cromossomos sexuais.
7 – As crianças nascidas de procedimentos
tem maiores chances de malformações que os bebês
que nasceram sem uso de nenhuma técnica?
Existem
diversos estudos realizados desde o surgimento das técnicas de
reprodução assistida. Em nenhum deles foi observado um
numero maior de malformações nesses bebês. A porcentagem
de crianças com malformações é a mesma em
bebês nascidos com ou sem a ajuda de técnicas de reprodução,
independente da técnica utilizada, ou seja, se for inseminação,
fertilização in vitro ou ICSI.
8 – Como saber se os óvulos, espermatozóides
e embriões utilizados são os nossos ou não?
O
laboratório de reprodução tem uma série
de procedimentos para evitar que haja esse tipo de confusão.
A amostra de sêmen é etiquetada logo após a sua
coleta, assim como as placas que contém os óvulos de cada
paciente e os embriões de cada casal. Além disso, os procedimentos
são realizados de forma seqüencial, e não simultânea.
9 - A eco transvaginal pode danificar o bebê?
Esse
tipo de técnica não prejudica a gravidez. O risco de aborto
depende mais de outros fatores, como idade materna, defeitos cromossômicos
do bebê, uso de medicamentos no início da gravidez, do
que da técnica de ecografia utilizada, ou seja, se transvaginal
ou abdominal.
10 - Quando posso saber se engravidei?
Após
14 dias da ovulação ou da transferência é
possível realizar o ?-HCG através de uma amostra de sangue
da mãe.