A
gravidez provoca grandes mudanças na vida da mulher. Seu corpo
muda, seus sentimentos também. Felicidade, ansiedade
e temores se misturam às dúvidas mais comuns
sobre a gravidez.
A
primeira providência a ser tomada é iniciar o quanto antes
o pré-natal. Seu obstetra realizará
um exame físico completo e irá solicitar uma série
de exames laboratoriais, dependendo de cada
caso. Geralmente, os exames iniciais constam de:
-
Hemograma completo, para determinar se há anemia;
- Tipagem sanguínea e fator Rh;
- Exame de urina, pois a mulher grávida está
sujeita a infecções urinárias pela compressão
do útero sobre a bexiga e pelas mudanças hormonais;
- Sorologias, de acordo com cada caso, como VDRL, anti-HIV,
sorologia para toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus,
entre outras;
- Glicemia de jejum;
- Ultra-sonografia no primeiro trimestre, para determinar com precisão
a idade da gestação.
CONSULTAS
DE PRÉ-NATAL
A
gravidez é um período normal da vida da mulher, não
devendo ser considerado como uma doença. Entretanto, alguns cuidados
devem ser tomados nessa fase da vida, para garantir uma gestação
saudável para a mãe e para o bebê. O objetivo do
pré-natal é detectar alterações relacionadas
ou não à gravidez.
Após
a primeira consulta, realizada de preferência nos três primeiros
meses da gravidez, as demais consultas são mensais até
36 semanas da gestação. A partir dessa época, as
consultas podem ser a cada duas semanas ou mesmo semanais, de acordo
com a necessidade de cada caso. A gravidez avança até
40 semanas, podendo chegar em alguns casos até 42, desde que
haja um controle rigoroso semanal.
É
importante que a gestante cumpra as recomendações médicas
e não se guie pelas crenças populares ou por conselhos
de amigas ou parentes, pois a medicação que foi boa para
uma paciente nem sempre pode ser usada para todas as pessoas. Essa é
a função do seu obstetra; determinar o melhor acompanhamento
pra você e seu bebê.
ALIMENTAÇÃO
A
alimentação e o peso da mãe podem influenciar tanto
a ela própria quanto ao bebê. O estado nutricional antes
da gravidez é importante, uma vez que a freqüência
de recém-nascidos com baixo peso é maior naquelas mães
com baixo peso antes da gestação e com pouco aumento de
peso durante a gravidez.
Por outro lado, a obesidade predispõe a complicações
durante a gravidez e o parto. Doenças como hipertensão
e diabetes gestacional podem ser mais encontradas nessas pacientes.
Ambos
tipos de pacientes devem estabelecer junto ao seu médico o tipo
de alimentação necessária, e não realizar
regimes alimentares por conta própria.
Não
existe um valor pré-determinado de aumento de peso durante a
gravidez. Geralmente considera-se para as gestantes com peso adequado
ao engravidar que seu ganho ponderal seja entre 9 e 13Kg; para aquelas
com baixo peso ao engravidar, os quilos que faltam para o peso normal
mais o valor citado acima. Nas gestantes acima do peso, cada caso é
avaliado em particular.
A
maior parte desse aumento de peso se deve ao feto, placenta, membranas
e ao líquido amniótico (a chamada ´´bolsa
das águas´´). Uma fração menor desse
aumento é conseqüência de mudanças metabólicas
como o aumento de volume sangüíneo da mãe, retenção
de líquidos e o depósito de certas quantidades de gorduras
e proteínas.
A
dieta ideal deve ser individualizada para cada gestante; entretanto,
uma média de 2300 calorias/dia deve ser considerada como ideal.
Os alimentos mais indicados para uma gestante são as proteínas,
tanto de origem animal (carnes vermelhas, miúdos, ovos, peixes)
quanto vegetal (feijão, grão de bico, lentilhas, ervilhas).
Leite e derivados são importantes pelo seu alto conteúdo
de cálcio, fósforo e vitamina D, além de sais minerais
como zinco, ferro e magnésio. Frutas e verduras são essenciais
pela grande quantidade de vitaminas, sais minerais e fibras. Podem ser
consumidas tanto frescas quanto congeladas, entretanto o cozimento exagerado
diminui o conteúdo de vitamina C.
Os farináceos fornecem os carboidratos necessários, e
a gordura é encontrada no leite, queijo, carnes e ovos. As gorduras
puras encontram-se no óleo, manteiga, margarina e maionese. Seu
consumo deve ser moderado.
Recomenda-se
preferir os alimentos frescos aos enlatados ou frituras. Evitar gorduras
em excesso, alimentos defumados, salgados ou apimentados. Os alimentos
com grande conteúdo de fibras, como as verduras e frutas, favorecem
o funcionamento do intestino e melhoram a obstipação,
tão comum na grávida, pelas mudanças hormonais
e pela compressão que o útero causa sobre o intestino.
O consumo de refrigerantes deve ser diminuído.
EXERCÍCIOS
Caminhadas,
natação, hidroginástica, desde que realizados com
moderação, são atividades que permitem que a gestante
se exercite com segurança. Entretanto, devemos recordar que as
gestantes não têm a mesma reserva energética das
não grávidas, podendo estar sujeitas ao cansaço
físico de forma mais precoce durante a atividade física.
SONOLÊNCIA
Nos
três primeiros meses da gravidez a mulher tende a sentir-se cansada
e com sonolência excessiva, devido às grandes mudanças
hormonais. Assim, procure dormir pelo menos 8 horas por dia. Após
o terceiro mês, a grávida começa a ter mais ânimo,
até que o aumento de peso, as mudanças posturais e o aumento
de volume abdominal provoquem novamente a sensação de
cansaço.
NÁUSEAS E VÔMITOS
As
náuseas e os vômitos são bastante freqüentes
na gestação, especialmente nos primeiros meses. São
devidos aos próprios hormônios da gravidez. Uma forma de
evitá-los é comer alimentos leves em pequenas quantidades
e várias vezes ao dia. Em alguns casos os enjôos são
tão intensos que podem causar uma perda de peso e desidratação.
Nesses casos, seu médico irá orientá-la quanto
ao tratamento mais adequado.
VARIZES E HEMORRÓIDAS
Varizes
e hemorróidas também podem ser observadas durante a gestação.
Estas podem surgir durante a gravidez ou piorarem, se já existiam
antes. Para prevenir o aparecimento de varizes recomenda-se evitar o
aumento exagerado de peso, praticar exercícios e não permanecer
muitas horas de pé. As hemorróidas surgem pois o útero
aumentado de volume impede a circulação do sangue das
pernas até o coração, provocando a dilatação
desses vasos sanguíneos. A obstipação também
contribui para o aparecimento das hemorróidas, devendo ser evitada.
ESTRIAS
As
estrias são causadas por uma distensão exagerada da pele.
Uma vez instaladas, são de difícil tratamento, pois são
cicatrizes que se formam na pele. A gestante tem grande facilidade para
o surgimento no abdômen, quadris e seios. A hidratação
da pele e o controle do aumento de peso ajudam na prevenção
do problema.
FLUXO
VAGINAL
Observa-se
um aumento no fluxo vaginal durante a gravidez, também devido
ao aumento dos hormônios. O colo uterino produz uma secreção
aumentada de muco, que é responsável pela sensação
de umidade vaginal. Mudanças na coloração desse
muco, ou alterações como coceira vaginal ou odor fétido
devem ser comunicadas ao seu médico, para que este providencie
o tratamento correto.
COMUNIQUE SEU MÉDICO
Durante
a gravidez, uma série de mudanças vão ocorrer em
você. Por esse motivo, e para tirar todas as suas dúvidas,
não deixe de comparecer a todas suas consultas. Alem disso, comunique
seu médico se ocorrer:
-
sangramento vaginal
- dores abdominais
- perda de líquido
- diminuição dos movimentos fetais