Existem
diferentes meios para estudar as causas de infertilidade. Cada exame
avalia diferentes fatores, e dependendo de cada caso em particular,
indica-se o que for necessário. O estudo básico pode incluir:
Dosagens
hormonais:
permitem determinar o funcionamento do ovário e outras alterações
que podem afetar a ovulação. Também podem ser necessárias
em alguns casos para estabelecer o tratamento de indução
mais adequado ou mesmo ajustes das doses das medicações,
juntamente com os controles ecográficos.
Espermograma:
análise realizada após coleta do sêmen. Avalia a
quantidade, forma e motilidade dos espermatozóides.
Ecografia
transvaginal: avalia a forma do útero e
ovários. Permite identificar alterações como miomas,
cistos de ovário e outras.
Teste
pós-coital: é a análise do
muco que cobre o colo do útero, até 12 horas após
uma relação do casal. É produzido perto da ovulação.
Avalia a qualidade do muco, a presença de espermatozóides,
sua quantidade, se vivos ou não e a interação entre
muco e espermatozóide. Não substitui o espermograma.
Estudo
Doppler: complementa a ecografia transvaginal, permitindo conhecer
o estado da vascularização uterina e ovariana.
Histerossalpingografia:
injeção de contraste através do colo uterino, seguido
de radiografias. Avalia a forma da cavidade uterina e também
a passagem de líquido através das trompas. Permite saber
se as trompas estão íntegras.
Videolaparoscopia:
cirurgia feita sob anestesia com introdução de uma ótica
por uma pequena incisão umbilical, que permite observação
direta do aparelho genital feminino. Possibilita tanto o diagnóstico
quanto o tratamento de diversas doenças.
Videohisteroscopia:
procedimento cirúrgico com introdução de ótica
através do colo do útero para visualização
direta da cavidade. Permite corrigir alterações no endométrio,
como pólipos e alguns tipos de miomas.
Testes
imunológicos: estudos para diagnosticar problemas de incompatibilidade
que podem levar à infertilidade, como abortos de repetição
e alteração na interação entre muco e sêmen.
Solicitados de acordo com a necessidade de cada casal.
Estudos
genéticos: as alterações genéticas
podem ser investigadas em alguns casais com antecedentes de aborto de
repetição e naqueles homens com diminuição
acentuada do número de espermatozóides.
Avaliação
com andrologista: necessária nos casos
de infertilidade masculina em que o espermograma mostra alterações.
O especialista avaliará a necessidade de exames específicos,
que podem incluir desde dosagens hormonais, ecografia testicular e biópsia
para avaliar o processo de espermatogênese (produção
de espermatozóides).
Uma
porcentagem de pacientes permanece, apesar da investigação
exaustiva, sem diagnóstico, sendo considerado então como
infertilidade sem causa aparente. Entretanto, mesmo nesses casos existe
a possibilidade de solução do problema com as técnicas
de Reprodução Assistida.