Ser
mãe é um sonho da maioria das mulheres. Problemas hormonais,
físicos e genéticos podem dificultar essa etapa da vida.
Atualmente, com a ajuda de profissionais e com o avanço da medicina
na área da fertilidade e da reprodução humana,
esse sonho passa a ser cada vez mais fácil de ser concretizado.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, considera-se
um casal como infértil quando após um ano de tentativas
não ocorreu gravidez. Em um casal sem problemas de fertilidade,
a chance de gravidez a cada mês é de 20%. Ao final de um
ano de tentativas, 85% dos casais engravidam. Os demais podem necessitar
de algum tipo de tratamento para conseguirem engravidar.
Nesse processo, considera-se necessário sempre o casal para a
investigação, uma vez que as causas de infertilidade podem
ser masculina, feminina ou de ambos.
As principais causas da infertilidade na mulher são os distúrbios
hormonais que impedem ou dificultam a liberação do óvulo,
alterações do muco cervical, a endometriose e problemas
nas trompas, causados por infecções ou cirurgias.
A endometriose é uma doença onde as células do
endométrio, o tecido presente no interior do útero, crescem
fora da cavidade uterina, ao redor do útero e ovários.
Está associada com infertilidade, pois pode levar a obstrução
nas trompas, alterações nos ovários e dor pélvica.
Na investigação são realizados exames físicos,
ginecológicos, hormonais, de trompas e útero, além
da ultra-sonografia e da definição do período fértil
e da ovulação. Com base nos resultados, indica-se o tratamento
mais adequado, que pode ser desde o controle da ovulação
até tratamentos cirúrgicos como a videolaparoscopia -
técnica utilizada para diagnosticar a endometriose e corrigir
problemas nas trompas – e a videohisteroscopia, cirurgia que permite
corrigir problemas da cavidade uterina.
No homem, as principais disfunções de fertilidade são
as alterações hormonais que causam ausência ou diminuição
do número de espermatozóides ou alterações
na sua forma ou movimento. Para investigação das causas,
primeiramente solicita-se o espermograma. Outros exames podem auxiliar
no diagnóstico, como dosagens hormonais, ecografia testicular
e biópsia. Descoberto o problema, utiliza-se o tratamento mais
adequado. Em grande parte dos casos apenas o tratamento hormonal permite
ótimos resultados. O procedimento cirúrgico é necessário
para casos de obstrução e varicocele. Na disfunção
erétil, o tratamento pode ser tanto hormonal quanto cirúrgico.