Em
alguns casos as pacientes que necessitam de um procedimento de reprodução
assistida não apresentam boa resposta durante o uso de medicamentos
para estimulação. Casos como esses, ou de mulheres que
não possuem ovários por alguma doença prévia
ou uma cirurgia, ou mesmo após quimioterapia que tenha afetado
a função dos ovários, podem ser solucionados com
o uso de óvulos de doadoras. Assim, essas mulheres podem ser
mães de embriões formados por esses óvulos e pelo
espermatozóide de seu parceiro. Há necessidade de preparar
a parte interna do útero (endométrio) com medicamentos
para que este possa receber o embrião. Quando se atinge a gravidez,
a paciente precisa continuar usando medicações para “segurar”
a gestação, até cerca de 12 semanas.
As
doadoras geralmente são mulheres menores de 35 anos, saudáveis,
sem antecedentes familiares, genéticos ou pessoais de doenças,
e com características físicas (altura, peso, cor do cabelo,
olhos, tipagem sanguínea) semelhantes às da pessoa que
vai receber o embrião. Elas podem ser selecionadas entre mulheres
que produziram um excesso de óvulos na sua estimulação.
Essas mulheres que possuem os requisitos para serem doadoras são
informadas antes do início do tratamento sobre a possibilidade
de doar óvulos. Caso elas aceitem, orienta-se sobre a doação
ser anônima e sem benefício econômico. Há
necessidade de um termo de compromisso.
Depois
da aspiração são separados os óvulos que
serão usados pela doadora e pela receptora. Os óvulos
da doadora são fecundados pelos espermatozóides de seu
esposo. Os óvulos que serão doados são fecundados
pelos espermatozóides do esposo da outra paciente.
